segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

CURIOSIDADES DA LÍNGUA PORTUGUESA


A Academia Brasileira de Letras lançou, em setembro de 2007, um vocabulário com 6.000 palavras novas que estavam em uso, mas não eram oficiais. A expressão "deletar um arquivo de computador" não é mais jargão de quem lida com informática, embora já existisse o verbo delir. O termo passa a ser aceito como uma palavra da língua portuguesa escrita no Brasil.
Deletar faz parte das novas palavras incluídas na recente edição do "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa", que foi lançada pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Além de reconhecidas, as novas palavras passam a ter uma grafia oficial definida. Agora é possível "deletar um arquivo", "assistir a uma teleconferência" e até "tomar suco de acerola" - fruta hoje comum no mercado, mas rara nos dicionários.
Também foram incluídos outros termos da informática. Eles se somam às 400 mil palavras catalogadas na primeira edição do vocabulário de 1943. Diferentemente de um dicionário, que se preocupa em explicar o significado de uma palavra, um vocabulário apenas lista as palavras. Seu objetivo é consolidar a grafia delas (o modo como são escritas), classificá-las segundo o gênero (masculino ou feminino) e categoria morfológica (substantivo, adjetivo, etc.). É também um instrumento normatizador oficial, por ter sido feito pela Academia.- STRESS À BRASILEIRA.
Antigamente falava-se em estafa. Hoje temos a palavra inglesa stress que, porém, já está abrasileirada (ou aportuguesada, se preferirem). Quem quiser ficar estressado agora, sinta-se à vontade.

domingo, 13 de janeiro de 2008

TIPOS TEXTUAIS x GÊNEROS TEXTUAIS


Baseado nos estudos de Luiz Carlos Travaglia e Luiz Antônio Marcushi , é possível percebermos as diferenças entre tipo textual e gênero textual.

Observe as considerações abaixo:

Tipos textuais

Designam uma seqüência definida pela natureza lingüística de sua composição. São observados aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas.
Narração
Descrição
Dissertação
- Argumentação
- Exposição
Injunção

Segundo Travaglia (1991), os modos de organização do discurso, tipos textuais, podem ser diferenciados segundo alguns critérios:

1 - Primeiro critério - Objetivo com que o texto é produzido:
descrição - caracterizar pessoas, lugares, dar detalhes.
narração - contar os fatos, os acontecimentos
exposição - refletir, explicar, avaliar, conceituar, expor idéias, analisar.

argumentação - intervir diretamente sobre opniões.

injunção - dizer como fazer, requerer uma ação, levar à realização de uma situação.

2 - Segundo critério -Perspectiva em que o locutor (enunciador) se coloca.

descrição - perspectiva do conhecimento do espaço.
narração - perspectiva da localização no tempo.
exposição - perspectiva do conhecimento, abstraindo-se do tempo e do espaço.
argumentação - perspectiva da persuasão.
injunção - perspectiva do fazer posterior ao momento da produção do texto (uso de imperativo).

Gêneros textuais - segundo Luiz Antônio Marcushi

São os textos materializados, encontrados em nosso cotidiano. Esses apresentam características sócio-comunicativas definidas por seu estilo, função, composição, conteúdo e canal.
Carta pessoal, comercial, bilhete, diário pessoal, agenda, anotações, Romance, resenha, blog, e-mail, bate-papo (Chat), vídeo-conferência, aula expositiva, reunião de condomínio, debate, entrevista, lista de compras, piada, sermão, cardápio, horóscopo, telefonema, etc.

ORIGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA


A língua portuguesa é uma língua neolatina, formada da mistura de muito latim vulgar e mais a influência árabe e das tribos que viviam na região. Apesar de ter sua origem altamente conectada a outra língua (o galego), o português é uma língua própria e independente. Apesar da influência dos tempos tê-la alterado, adicionando vocábulos franceses, ingleses, espanhóis e únicos, ela ainda tem sua identidade única, apesar de não ter a força que tinha no seu ápice, quando era quase tão difundida como agora é o inglês.
No oeste da Península Ibérica, na Europa Ocidental, encontram-se Portugal e Espanha. Ambos eram domínio do Império Romano a mais de 2000 anos, e estes conquistadores falavam latim, uma língua que eles impuseram aos conquistados. Mas não o latim culto usado pelas pessoas cultas de Roma e escrito pelos poetas e magistrados, mas o popular latim vulgar, falado pela população em geral. Isto aconteceu porque a população local entrou em contato com soldados e outras pessoas incultas, não magistrados.
Logicamente não podemos simplesmente desprezar totalmente a influência lingüística dos conquistados. Estes dialetos falados na península e em outros lugares foram regionalizando a língua. Também devemos considerar a influência árabe, que inseriu muitas línguas nestes romanços até a Reconquista. Este processo formou vários dialetos, denominados cada um deles genericamente de romanço (do latim romanice, "falar à maneira dos romanos"). Quando o Império Romano caiu no século V este processo se intensificou e vários dialetos foram se formando. No caso específico da península, foram línguas como o catalão, o castelhano e o galego-português (falado na faixa ocidental da península).
E foi este último que gerou o português e o galego (mais tarde uma língua falada apenas na região de Galiza, na Espanha). O galego-português existiu apenas durante os séculos XII, XIII e XIV, na época da Reconquista. Após isso foi nascendo cada vez mais diferença entre o galego e o português. Este último era falado no sul da faixa ocidental da província, na região de Lisboa. Esta língua consolidou-se com o tempo e a expansão do Império Português.
Do século XII ao século XVI falava-se uma forma arcaica de português, ainda com a influência do galego (o português arcaico propriamente apenas desde o século XIV). Foi com essa linguagem que escreveram os trovadores naquela época, enriquecendo a paupérrima (5.000 vocábulos no século XII) língua portuguesa. Esta fase da Língua Portuguesa acaba coma nomeação de Fernão Lopes como cronista mor da Torre do Tombo em 1434. Mas apenas a partir do século XVI, com a intensa produção literária renascentista de Portugal, especialmente a de Camões, o português uniformiza-se e adquiri as características atuais da língua. Em 1536 Fernão de Oliveira publicou a primeira Gramática da Linguagem Portuguesa, consolidando-a definitivamente.
Fonte:geocities

CRIAR SUPERA O VIVER - FERNANDO PESSOA


"Navegar é preciso; viver não é preciso." (*)

"Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar."

"Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo."

"Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha."

"Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade."

(trechos do livro "Fernando Pessoa - Obra Poética")
(*)"Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra, cf. Plutarco, in Vida de Pompeu.

ALFRED NOBEL - REPENSANDO A VIDA








O conjunto de prêmios mais famoso do mundo é o Prêmio Nobel. Concedido para a mais destacada realização nas áreas de literatura, paz, economia, medicina e ciências, eles foram criados há um século por Alfred B. Nobel (1833-1896), um homem que fez fortuna produzindo explosivos; entre outras coisas, Nobel inventou a dinamite.
O que motivou este sueco fabricante de munições a dedicar sua fortuna a homenagear e recompensar aqueles que beneficiaram a humanidade?A imortalidade não está no tempo que você viveu, mas sim em como você viveu.
A criação dos Prêmios Nobel ocorreu por um acaso. Quando faleceu o irmão de Nobel, um jornal publicou um longo obituário de Alfred Nobel, por engano, acreditando que fora ele a falecer. Assim, Nobel teve uma oportunidade concedida a poucas pessoas: ler seu próprio obituário ainda em vida. Aquilo que ele leu o horrorizou: o jornal o descreveu como um homem que tornara possível matar mais pessoas, mais rapidamente, que qualquer outro que jamais tinha vivido.
Naquele momento, Nobel percebeu duas coisas: que ele seria lembrado daquela maneira, e que não era assim que ele desejava ser lembrado. Pouco depois, ele estabeleceu os prêmios. Hoje, devido ao que ele fez, todos estão familiarizados com o Prêmio Nobel, ao passo que relativamente poucos sabem como ele construiu sua fortuna. O personagem de Shakespeare, Marco Antônio, estava errado: o bem que fazemos permanece vivo depois que deixamos este mundo. Para a maioria de nós, é o legado mais importante que deixamos para trás.
Pensar sobre como seria o próprio obituário pode motivar alguém a repensar como está passando sua vida. Nenhum panegírico jamais disse como a pessoa se vestiu bem, viveu de maneira extravagante, teve férias fabulosas, dirigiu um carro caríssimo, ou construiu a casa mais luxuosa. Nunca ouvi alguém sendo elogiado por ser tão ocupado no trabalho que não achava tempo para estar com os filhos. Um telefonema para alguém que está solitário; um ouvido atento a uma pessoa com problemas; longas caminhadas com nossos filhos, dizer muito obrigado ao cônjuge e a D’us, cumprir mitsvot (atos de bondade e santidade) – estes são a própria essência da vida!As pessoas mais pranteadas não são as mais ricas ou mais famosas, ou as mais bem-sucedidas, são as pessoas que enriqueceram a vida de outros; foram bondosas; foram carinhosas; tinham um senso de responsabilidade. Sempre que podiam, doavam a causas de caridade. Se não podiam dar dinheiro, davam seu tempo. Eram amigos leais e membros engajados na comunidade. Foram pessoas com as quais se podia contar.
BOM EXEMPLO...
Há uma bonita história sobre o notável anglo-judeu vitoriano, Sir Moses Montefiore. Ele foi uma das figuras mais destacadas no século dezenove. Amigo da Rainha Vitória e feito cavaleiro por ela, ele se tornou o primeiro judeu a atingir um alto posto na cidade de Londres. Sua filantropia se estendia da mesma forma a judeus e a não-judeus, e em seu centésimo aniversário, o jornal London Times devotou editoriais para elogiá-lo. "Ele demonstrou" – disse o Times – "que o ardente Judaísmo e patriótica cidadania são absolutamente consistentes um com o outro."
As pessoas mais pranteadas não são as mais ricas, famosas, ou as mais bem-sucedidas; são as pessoas que enriqueceram a vida de outros.
Uma reflexão foi especialmente tocante: Alguém lhe perguntou: "Sir Moses, qual é o seu valor?" Moses pensou por um instante e declarou um número. "Mas certamente" – disse o questionador – "sua riqueza deve ser muito maior que isso." Com um sorriso, Sir Moses respondeu: "Você não perguntou quanto eu possuo. Perguntou quanto eu valho. Portanto, calculei quanto eu doei para caridade este ano.
"Veja" – continuou ele – "você vale aquilo que está disposto a partilhar com os outros."Em 1798, o grande líder chassídico, Rabi Shneur Zalman de Liadi, foi preso por divulgar a fé religiosa (considerado ato de subversão) entre a população judaica. Enquanto ele estava na prisão aguardando julgamento, o carcereiro, certo de estar na presença de um homem sagrado, fez-lhe uma pergunta que há muito o atormentava: "Lemos no Livro de Bereshit que quando Adam e Eva pecaram, eles se esconderam entre as árvores no Jardim do Éden, e D’us os chamou: ‘Onde estão vocês?’ O que desejo saber é isto: Se D’us sabe e vê tudo, certamente sabia onde eles estavam. Por que Ele precisou perguntar ‘Onde estão vocês?’"O Rebe respondeu: "As palavras da Torá não falavam apenas sobre aquele momento, mas por todo o tempo. Assim é com a pergunta que D’us fez a Adam e Eva. Não era dirigida apenas a eles, mas a cada um de nós em toda geração.
Nós desperdiçamos nossos dias e noites com objetivos temporários, artificiais; somos consumidos pela auto-preservação e nossos prazeres, acreditamos que podemos nos esconder das conseqüências. Porém sempre, depois que perdemos nosso rumo, ouvimos a voz de D’us em nosso coração, perguntando: Onde está você?O que fez com a sua vida? Eu lhe dei uma certa quantidade de anos; como você os está usando?"No romance de Herman Wouk sobre a Segunda Guerra Mundial, O Motim do Caine, o personagem principal está servindo na Marinha quando recebe uma carta do pai, que está para morrer de câncer.
Refletindo sobre a própria vida, na qual ele conseguiu muito menos do que tinha sonhado quando jovem, ele adverte o filho: "Lembre-se disso: Não há nada, nada, nada mais precioso que o tempo. Você provavelmente sente que tem um suprimento interminável, mas não tem. Horas desperdiçadas destroem sua vida tanto no início quanto no fim, só que no fim isso fica mais óbvio."D’us decide quanto tempo vai durar nosso capítulo na terra; cabe a nós tornar cada parágrafo e cada frase com um sentido.
A imortalidade não está no tempo que você viveu, mas sim em como você viveu. Todo dia é um presente de D’us, e devemos usá-lo plenamente – para celebrar a vida e nos tornarmos uma bênção para os que nos cercam.Se, D’us não o permita, você tivesse de deixar este mundo amanhã, o que diria o seu obituário? Aquilo realmente que você gostaria que ele dissesse.

MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA




É óbvio que eu não deixaria de levar meus alunos a esse museu maravilhoso.
Parafraseando Abigail, uma de minhas queridas, diante o que via e sentia no reduto da história de nossa língua:
"Isso aqui é surreal."

Ao som do fado "Foi Deus" e da brasileiríssima "Asa Branca", foi inaugurado na manhã do dia 20 de março de 2006 o Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, em São Paulo.
Fruto de uma parceria entre Ministério da Cultura, Fundação Roberto Marinho, Governo de Estado de São Paulo e empresas privadas, o museu é a primeira instituição totalmente dedicada ao idioma original de um país.
Orçado em R$ 37 milhões, o Ministério da Cultura foi responsável por 80% dos recursos investidos na construção do museu, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Com tecnologia de ponta, o museu apresenta toda a história da língua portuguesa, os vários idiomas que ajudaram a formá-la e a criação da língua na literatura brasileira.
"Um povo é considerado extinto quando sua língua morre. Manter a língua viva é, portanto, manter uma cultura viva", afirmou o ministro da Cultura, Gilberto Gil, em seu discurso. Gil citou dados de pesquisa realizada pela Unesco. "Metade das seis mil línguas do mundo estão em risco de extinção e, a cada duas semanas, uma língua desaparece. O mesmo estudo aponta o português como a sexta língua mais falada no planeta", informou o ministro. "A vitalidade de uma língua é a vitalidade de um povo. Que este Museu amplifique e ressoe a voz da Língua Portuguesa no mundo", concluiu.

Erros de "Puliça"


Tal anedotário é obra de um Tenente Coronel da PMMG , que recentemente expôs o conteúdo de seu livro no Programa do Jô Soares, informando que todas as frases foram originalmente coletadas dos livros e relatórios de registro policial.

Alguns erros notórios escritos por policiais em ocorrências:

- "Senhor delegado, deu entrada no Pronto-Socorro Municipal o cidadão, vítima de 'gargalhada'. 'Gargalhada' no peito, no rosto e nas costas. Segue anexo um 'gargalho'de garrafa." (Por acaso não seria : GARGALO !??)
- "O veículo, durante o acidente, teve amassamento no pára- choques e nos pára-lamas dianteiros, sendo quem não pudemos colher melhores dados,devido à vítima haver fugido a 'galope." (Era um atropelamento de cavalo ?).
- "O condutor foi preso em flagrante por estar dirigindo em velocidade "incombatível'com o local." (O que pensar...?)
- "Ocorreu um 'abarroamento de pessoas."
- "Os conduzidos, além da algazarra, ainda xingavam a todos com palavra de baixo 'escalão". (Bom...no nosso país , tudo é uma questão de escalão !)
- "Demos cobertura à ambulância na condução de um 'débito mental' até o PSM".(Vc j á pode imaginar quem está com débito mental ?!)
- "O condutor do veículo colocava em risco a segurança das pessoas, pois estava dando 'cavalo de Paulo' na rua."(Que Paulo .quem é o Paulo...chama o Paulo , vai !?)
- "Chegando ao local, encontramos a vítima caída ao solo, aparentando ter cometido um 'homicídio contra si mesmo' ." (Esse aí acredita em reencarnação,hein?)
- "No histórico da ocorrência, constava como objeto apreendido: duas latas de cera 'Odd' e uma lata de cera 'PPO' .(Uma das latas estava de cabeça para baixo ,fala sério ???).
- "Formava uma 'lín gua de fogo que lavava a rua'." ( O que comentar???)
- "O cidadão machucou o 'membro do rosto' ." ( Alguém conhece esse membro ??)
- "O conduzido, que foi preso em flagrante, disse que era inocente na acusação e que não estava passando de 'bode respiratório'." ( Deve ser uma nova técnica de recuperação pulmonar !)
- "O sujeito estava vestido com uma calça Jeans e uma camisa 'destampada' ."(Por que ele não "tampou"???)
- "...os indivíduos tentaram resgatar o autor do nosso domínio através do uso de força 'anônima'." ( Esse aí tava "emaconhado"! ! !)
- "O cadáver apresentava sinais de estar morto." (Ufa , ainda bem !!)
- "Foi apreendido um quilo de lingüiça 'perfumada'." (Esse aí se apaixonou pela linguiça !!)
- "Atendemos à 'solicitação do solicitante' , que nos narrou que o autor praticava 'atentado violento' ao pudor, pois exibia para os transeuntes os 'órgãos sanitários'." (O que comentar...fico sem palavras !!)
- "Após discutir com a vítima, o autor desferiu um forte soco no rosto da mesma, que de tão violento, 'soltou a tampa de seu nariz' " (Deve ser o mesmo cidadão da camisa "destampada"...ele tem algum problema com esse objeto !?)

Equívocos linguísticos



Incorreção gramatical cometida pelo rapaz, ratificada pelo tatuador e parcialmente identificada pelo blog, pois não apenas o verbo está conjugado incorretamente, mas também o substantivo Deus está grafado com inicial minúscula.
Não escrever nem verbalizar:
Menas (sempre menos) -Iorgute (iogurte) -Mortandela (mortadela) -Mendingo (mendigo) -Trabisseiro (travesseiro) - Gratuito (não gratuíto)-Trezentas gramas (diga trezentos gramas - é O grama e não A grama) -Di menor, di maior (é simplesmente maior ou menor de idade) -Cardaço (cadarço) -Asterístico (asterisco) -Beneficiente (beneficente) -Meia cansada (meio cansada)
Tem mais...
-Mal x Bem -Mau x Bom -A casa é GEMINADA (do latim geminare = duplicar) e não GERMINADA que vem de germinar, nascer, brotar. -BASCULANTE e não VASCULHANTE (tipo de janela). -Se você estiver com muito calor, poderá dizer que está "suando" (com "u") e não "soando", pois quem "soa" é sino"! -O peixe tem ESPINHA (espinha dorsal) e não ESPINHO; plantas têm espinhos. -Homens dizem OBRIGADO e mulheres OBRIGADA. -HAJA VISTA (que se oferece à vista) e não HAJA VISTO. -"FAZ dois anos que não o vejo" e não "FAZEM dois anos". -POR ISSO e não PORISSO. -"HAVIA muitas pessoas no local" e não " HAVIAM". -"PODE HAVER problemas" e não "PODEM HAVER..." -PROBLEMA e não POBLEMA ou POBREMA (deixe isso para o Zé Dirceu) -A PARTIR e não À PARTIR. -Para EU fazer, para EU comprar, para EU comer e não para MIM fazer, para mim comprar ou para mim comer (mim não conjuga verbo; apenas "eu, tu, eles, nós, vós, eles")
Pensa que acabou...
Você pode ficar com dó (ou com um dó) de alguém, mas nunca com "uma dó"; a palavra dó no feminino é só a nota musical (do, ré, mi, etc.) -As pronúncias: CD-ROM é igual a ROMA sem o A. Não é CD-RUM. ROM é abreviatura de Read Only Memory - memória apenas para leitura. -HALL é RÓL não RAU. -Não é eu vou ESTAR mandando, vou ESTAR passando, vou ESTAR verificando e sim eu vou MANDAR , vou PASSAR e vou VERIFICAR (muito mais simples, mais elegante e CORRETO; cuidado com o gerundismo!). -Da mesma forma é incorreto perguntar: COM QUEM VOCÊ QUER ESTAR FALANDO? -Veja como é o correto e mais simples: COM QUEM VOCÊ QUER FALAR? -Ao telefone não use: Quem gostaria? É de matar... - Não use: peraí, aguenta aí, só um pouquinho (prefira: Aguarde um momento, por favor) .- Questã não existe, somente questão.-Por último, e talvez a pior de todas: Por favor, arranquem os malditos SEJE e ESTEJE do seu vocabulário (o correto é Seja e Esteja; o subjuntivo agradece).

REFORMA ORTOGRÁFICA

Em 2008, novas mudanças deverão ocorrer na língua portuguesa, mudanças em: hífen, acentos e inclusive no alfabeto! De acordo com a folha online, de 0,5% a 2% do vocabulário brasileiro deve mudar. Se hoje em dia já é difícil escrever em português, imagine no ano que vem, que teremos novas regras para guardar e mais outras para esquecer…
Segue abaixo algumas das mudanças:
Hífen - Não se usará mais:
1. quando o segundo elemento começa com s ou r, devendo estas consoantes ser duplicadas, como em “antirreligioso”, “antissemita”, “contrarregra”, “infrassom”. Exceção: será mantido o hífen quando os prefixos terminam com r -ou seja, “hiper-”, “inter-” e “super-”- como em “hiper-requintado”, “inter-resistente” e “super-revista”
2. quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos: “extraescolar”, “aeroespacial”, “autoestrada”
Trema - Deixará de existir, a não ser em nomes próprios e seus derivados
Acento diferencial - Não se usará mais para diferenciar:
1. “pára” (flexão do verbo parar) de “para” (preposição)
2. “péla” (flexão do verbo pelar) de “pela” (combinação da preposição com o artigo
3. “pólo” (substantivo) de “polo” (combinação antiga e popular de “por” e “lo”)
4. “pélo” (flexão do verbo pelar), “pêlo” (substantivo) e “pelo” (combinação da preposição com o artigo)
5. “pêra” (substantivo - fruta), “péra” (substantivo arcaico - pedra) e “pera” (preposição arcaica)
Acento circunflexo - Não se usará mais:
1. nas terceiras pessoas do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos “crer”, “dar”, “ler”, “ver” e seus derivados. A grafia correta será “creem”, “deem”, “leem” e “veem”
2. em palavras terminados em hiato “oo”, como “enjôo” ou “vôo” -que se tornam “enjoo” e “voo
Acento agudo - Não se usará mais:
1. nos ditongos abertos “ei” e “oi” de palavras paroxítonas, como “assembléia”, “idéia”, “heróica” e “jibóia”
2. nas palavras paroxítonas, com “i” e “u” tônicos, quando precedidos de ditongo. Exemplos: “feiúra” e “baiúca” passam a ser grafadas “feiura” e “baiuca”
3. nas formas verbais que têm o acento tônico na raiz, com “u” tônico precedido de “g” ou “q” e seguido de “e” ou “i”.
Com isso, algumas poucas formas de verbos, como averigúe (averiguar), apazigúe (apaziguar) e argúem (arg(ü/u)ir), passam a ser grafadas averigue, apazigue, arguem
Nosso alfabeto passará a ter 26 letras, ao incorporar as letras “k”, “w” e “y”
No português lusitano...
1. desaparecerão o “c” e o “p” de palavras em que essas letras não são pronunciadas, como “acção”, “acto”, “adopção”, “óptimo” -que se tornam “ação”, “ato”, “adoção” e “ótimo”
2. será eliminado o “h” de palavras como “herva” e “húmido”, que serão grafadas como no Brasil -”erva” e “úmido”

Fonte: Folha Online com adaptações