terça-feira, 12 de junho de 2012

ENTENDENDO O SUBJUNTIVO



 O modo subjuntivo  apresenta três tempos principais: presente, pretérito imperfeito e futuro.
 Observe algumas conjugações abaixo:

No presente:

QUE EU CANTE\VENDA\PARTA
QUE TU CANTES\VENDA\PARTAS
QUE ELE CANTE\VENDA\PARTA
QUE NÓS CANTEMOS\VENDAMOS\PARTAMOS
QUE VÓS CANTEIS\VENDEIS\PARTAIS
QUE ELES  CANTEM\VENDA\PARTAM

No pretérito imperfeito:

SE EU CANTASSE\VENDESSE\PARTISSE
SE TU CANTASSES\VENDESSES\PARTISSES
SE ELE CANTASSE\VENDESSE\PARTISSE
SE NÓS CANTÁSSEMOS\VENDÊSSEMOS\PARTÍSSEMOS
SE VÓS CANTÁSSEIS\VENDESSES\PARTISSES
SE ELES CANTASSEM\ VENDESSEM\PARTISSEM

E no futuro,:

QUANDO EU CANTAR\VENDER\PARTIR
QUANDO TU CANTARES\VENDERES\PARTIRES
QUANDO ELE CANTAR\VENDER\PARTIR
QUANDO NÓS CANTARMOS\VENDERMOS\PARTIRMOS
QUANDO VÓS CANTARDES\VENDERDES\PARTIRDES
QUANDO ELES CANTAREM\VENDEREM\PARTIRES


DICA DA KARIE:
http://www.conjugador.com.br.

"O VERBO NOSSO DE CADA DIA"


Subjuntivo: o modo da incerteza

Gazetaweb - abril de 2009

“A polícia suspeita que o dinheiro é de origem ilegal e seria utilizado em campanhas eleitorais.”
“Mas, apesar do aumento, o brigadeiro Nicácio Silva, diretor de operações da estatal, espera que o feriado será tranquilo.


Os dois trechos, ambos extraídos das páginas do jornal O Globo, apresentam o mesmo problema: o emprego do modo indicativo em situações que requerem o subjuntivo.
É bom que se estabeleça, de início, a diferença entre esses modos verbais. O chamado modo indicativo exprime certeza (“algoaconteceu”, “algo existe”, “algo ocorrerá”), o modo subjuntivo exprime incerteza, possibilidade, expectativa (“é possível que algotenha acontecido”, “duvido de que isso exista”, “esperamos que isso venha a ocorrer”, “se isso ocorrer “, “se isso ocorresse”).
Na primeira frase, o redator afirma que a polícia “suspeita” de algo. A idéia de suspeitar envolve incerteza, portanto a polícia suspeita (de) que o dinheiro seja de origem ilegal. “Seja” é a forma de subjuntivo (no tempo presente) do verbo “ser”.
Na segunda frase, temos o verbo “esperar”. O brigadeiro Nicácio Silva tem a expectativa de que o feriado seja tranqüilo, mas não a certeza disso. Daí a necessidade de empregar o modo subjuntivo: o brigadeiro espera que o feriado seja tranqüilo.

sexta-feira, 8 de junho de 2012


VIRGULAR OU NÃO VIRGULAR, EIS A QUESTÃO

Emprego da vírgula no período simples
Quando se trata de separar termos de uma mesma oração, deve-se usar a vírgula nos seguintes casos:

1. Para isolar adjuntos adverbiais deslocados: Adjuntos adverbiais são termos de valor adverbial que denotam alguma circunstância do fato expresso pelo verbo ou intensifica o sentido deste, ou de um adjetivo, ou de um advérbio. As principais circunstâncias são as de tempo, lugar, causa, modo, meio, afirmação, negação, dúvida, intensidade, finalidade, condição, assunto, preço, etc...

Os adjuntos adverbiais estarão deslocados quando estiverem no início ou no meio do período. Em alguns casos, a vírgula não será obrigatória, pois, às vezes, ela tira a linearidade, eliminando, assim, a clareza da frase.

O parágrafo anterior pode servir-nos de exemplo para o que acabamos de ler: a não-obrigatoriedade da vírgula. O último período também poderia ser escrito assim: "Em alguns casos a vírgula não será obrigatória, pois às vezes ela tira a linearidade, eliminando assim a clareza da frase". Vejamos alguns exemplos de adjuntos adverbiais separados por vírgula:

A maioria dos alunos, durante as férias, viaja.

Desde o ano passado, enfrento problemas com meu computador.

2. Para isolar os objetos pleonásticos: Haverá objeto pleonástico quando um verbo possuir dois complementos que se referem a um elemento só. Por exemplo:

Os meus amigos, sempre os respeito.

Aos devedores, perdoe-lhes as dívidas.
3. Para isolar o aposto explicativo:

Ex. Londrina, a terceira cidade do Sul do Brasil, é aprazibilíssima.

4. Para isolar o vocativo:

Ex. Adalberto, Traga meus documentos até aqui!
5. Para isolar predicativo do sujeito deslocado, quando o verbo não for de ligação:

Ex. Os jovens, revoltados, retiraram-se do recinto.

6. para separar elementos coordenados:Elementos coordenados são enumerações de termos que exercem a mesma função sintática.

Ex. As crianças, os pais, os professores e os diretores irão ao convescote.

7. Para indicar a elipse do verbo: Elipse é a omissão de um verbo já escrito anteriormente.

Ex. Ela prefere filmes românticos; o namorado, de aventura. (o namorado prefere filmes de aventura)

8. Para separar, nas datas, o lugar:

Ex. Londrina, 18 de janeiro de 2001.
9. Para isolar conjunção coordenativa intercalada: As conjunções coordenativas que nos interessam para essa regra são porém, contudo, no entanto, entretanto, todavia, logo, portanto, por conseguinte, então.

Ex. Os candidatos, porém, não respeitaram a lei.

O candidato está bem preparado; tem, portanto, condições de ser contratado.

10. Para isolar as expressões explicativas isto é, a saber, melhor dizendo, quer dizer...:

Ex. Irei para Águas de Santa Brárbara, melhor dizendo, Bárbara.

11. Para separar frases iniciadas pelas expressões e sim, e não, mas sim:

Ex. Não haja com imprudência, e sim com moderação.

12. Para isolar adjetivo explicativo do substantivo qualificado por ele: Adjetivo explicativo é o que indica qualidade inerente ao ser, ou seja, qualidade que não pode ser retirada. Adjetivo restritivo é o que indica qualidade adicionada ao ser.

Ex. O homem, mortal, age como se fosse imortal.

Emprego da vírgula no período composto:

Período composto por coordenação: as orações coordenadas devem sempre ser separadas por vírgula. Orações coordenadas são as que indicam adição (e, nem, mas também), alternância (ou, ou ... ou, ora ... ora), adversidade (mas, porém, contudo...), conclusão (logo, portanto...) e explicação (porque, pois).

Ex. Todos gostamos de seus projetos, no entanto não há verbas para viabilizá-los

Nota: as orações coordenadas aditivas iniciadas pela conjunção e só terão vírgula quando os sujeitos forem diferentes ou quando o e aparecer repetido.

Ex. Ela irá no primeiro avião, e seus filhos no próximo.

Ele gritava, e pulava, e gesticulava como um louco.

Período composto por subordinação:
Orações subordinadas substantivas: não se separam por vírgula. As orações subordinadas substantivas são a que exercem a função de sujeito, objeto direto, objeto indireto, predicativo do sujeito, complemento nominal e aposto. Elas estão explicadas em uma das colunas anteriores.

Ex. É evidente que o culpado é o mordomo. (Que o culpado é o mordomo é oração que funciona como sujeito do verbo ser)

Orações subordinadas adjetivas: só a explicativa é separada por vírgula; a restritiva não. As orações subordinadas adjetivas são as iniciadas por um pronome relativo. A oração subordinada adjetiva explicativa é a que exerce a função de aposto explicativo. A oração subordinada adjetiva restritiva é a que exerce a função de adjunto adnominal. Elas também estão explicadas em uma das colunas anteriores.

Ex. Londrina, que é a terceira cidade do Sul do Brasil, é aprazibilíssima.

Obs.: Leia as frases abaixo:

I. Os Estados que devem ao governo terão o crédito cortado pelo Banco Central.

II. Os Estados, que devem ao governo, terão o crédito cortado pelo Banco Central.

No período I "que devem ao governo" é oração subordinada adjetiva restritiva, funciona como adjunto adnominal e significa que apenas alguns Estados devem ao governo. No período II "que devem ao governo" é oração subordinada adjetiva explicativa, funciona como aposto explicativo e significa que todos os Estados devem ao governo.

Orações subordinadas adverbiais: São separadas por vírgula quando estiverem no início ou no meio do período. Elas também estão explicadas em uma das colunas anteriores.

Ex. Assim que chegarem as encomendas, começaremos a trabalhar.

Fonte: Folha Online

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

CURIOSIDADES DA LÍNGUA PORTUGUESA


A Academia Brasileira de Letras lançou, em setembro de 2007, um vocabulário com 6.000 palavras novas que estavam em uso, mas não eram oficiais. A expressão "deletar um arquivo de computador" não é mais jargão de quem lida com informática, embora já existisse o verbo delir. O termo passa a ser aceito como uma palavra da língua portuguesa escrita no Brasil.
Deletar faz parte das novas palavras incluídas na recente edição do "Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa", que foi lançada pela Academia Brasileira de Letras (ABL). Além de reconhecidas, as novas palavras passam a ter uma grafia oficial definida. Agora é possível "deletar um arquivo", "assistir a uma teleconferência" e até "tomar suco de acerola" - fruta hoje comum no mercado, mas rara nos dicionários.
Também foram incluídos outros termos da informática. Eles se somam às 400 mil palavras catalogadas na primeira edição do vocabulário de 1943. Diferentemente de um dicionário, que se preocupa em explicar o significado de uma palavra, um vocabulário apenas lista as palavras. Seu objetivo é consolidar a grafia delas (o modo como são escritas), classificá-las segundo o gênero (masculino ou feminino) e categoria morfológica (substantivo, adjetivo, etc.). É também um instrumento normatizador oficial, por ter sido feito pela Academia.- STRESS À BRASILEIRA.
Antigamente falava-se em estafa. Hoje temos a palavra inglesa stress que, porém, já está abrasileirada (ou aportuguesada, se preferirem). Quem quiser ficar estressado agora, sinta-se à vontade.

domingo, 13 de janeiro de 2008

TIPOS TEXTUAIS x GÊNEROS TEXTUAIS


Baseado nos estudos de Luiz Carlos Travaglia e Luiz Antônio Marcushi , é possível percebermos as diferenças entre tipo textual e gênero textual.

Observe as considerações abaixo:

Tipos textuais

Designam uma seqüência definida pela natureza lingüística de sua composição. São observados aspectos lexicais, sintáticos, tempos verbais, relações lógicas.
Narração
Descrição
Dissertação
- Argumentação
- Exposição
Injunção

Segundo Travaglia (1991), os modos de organização do discurso, tipos textuais, podem ser diferenciados segundo alguns critérios:

1 - Primeiro critério - Objetivo com que o texto é produzido:
descrição - caracterizar pessoas, lugares, dar detalhes.
narração - contar os fatos, os acontecimentos
exposição - refletir, explicar, avaliar, conceituar, expor idéias, analisar.

argumentação - intervir diretamente sobre opniões.

injunção - dizer como fazer, requerer uma ação, levar à realização de uma situação.

2 - Segundo critério -Perspectiva em que o locutor (enunciador) se coloca.

descrição - perspectiva do conhecimento do espaço.
narração - perspectiva da localização no tempo.
exposição - perspectiva do conhecimento, abstraindo-se do tempo e do espaço.
argumentação - perspectiva da persuasão.
injunção - perspectiva do fazer posterior ao momento da produção do texto (uso de imperativo).

Gêneros textuais - segundo Luiz Antônio Marcushi

São os textos materializados, encontrados em nosso cotidiano. Esses apresentam características sócio-comunicativas definidas por seu estilo, função, composição, conteúdo e canal.
Carta pessoal, comercial, bilhete, diário pessoal, agenda, anotações, Romance, resenha, blog, e-mail, bate-papo (Chat), vídeo-conferência, aula expositiva, reunião de condomínio, debate, entrevista, lista de compras, piada, sermão, cardápio, horóscopo, telefonema, etc.

ORIGEM DA LÍNGUA PORTUGUESA


A língua portuguesa é uma língua neolatina, formada da mistura de muito latim vulgar e mais a influência árabe e das tribos que viviam na região. Apesar de ter sua origem altamente conectada a outra língua (o galego), o português é uma língua própria e independente. Apesar da influência dos tempos tê-la alterado, adicionando vocábulos franceses, ingleses, espanhóis e únicos, ela ainda tem sua identidade única, apesar de não ter a força que tinha no seu ápice, quando era quase tão difundida como agora é o inglês.
No oeste da Península Ibérica, na Europa Ocidental, encontram-se Portugal e Espanha. Ambos eram domínio do Império Romano a mais de 2000 anos, e estes conquistadores falavam latim, uma língua que eles impuseram aos conquistados. Mas não o latim culto usado pelas pessoas cultas de Roma e escrito pelos poetas e magistrados, mas o popular latim vulgar, falado pela população em geral. Isto aconteceu porque a população local entrou em contato com soldados e outras pessoas incultas, não magistrados.
Logicamente não podemos simplesmente desprezar totalmente a influência lingüística dos conquistados. Estes dialetos falados na península e em outros lugares foram regionalizando a língua. Também devemos considerar a influência árabe, que inseriu muitas línguas nestes romanços até a Reconquista. Este processo formou vários dialetos, denominados cada um deles genericamente de romanço (do latim romanice, "falar à maneira dos romanos"). Quando o Império Romano caiu no século V este processo se intensificou e vários dialetos foram se formando. No caso específico da península, foram línguas como o catalão, o castelhano e o galego-português (falado na faixa ocidental da península).
E foi este último que gerou o português e o galego (mais tarde uma língua falada apenas na região de Galiza, na Espanha). O galego-português existiu apenas durante os séculos XII, XIII e XIV, na época da Reconquista. Após isso foi nascendo cada vez mais diferença entre o galego e o português. Este último era falado no sul da faixa ocidental da província, na região de Lisboa. Esta língua consolidou-se com o tempo e a expansão do Império Português.
Do século XII ao século XVI falava-se uma forma arcaica de português, ainda com a influência do galego (o português arcaico propriamente apenas desde o século XIV). Foi com essa linguagem que escreveram os trovadores naquela época, enriquecendo a paupérrima (5.000 vocábulos no século XII) língua portuguesa. Esta fase da Língua Portuguesa acaba coma nomeação de Fernão Lopes como cronista mor da Torre do Tombo em 1434. Mas apenas a partir do século XVI, com a intensa produção literária renascentista de Portugal, especialmente a de Camões, o português uniformiza-se e adquiri as características atuais da língua. Em 1536 Fernão de Oliveira publicou a primeira Gramática da Linguagem Portuguesa, consolidando-a definitivamente.
Fonte:geocities

CRIAR SUPERA O VIVER - FERNANDO PESSOA


"Navegar é preciso; viver não é preciso." (*)

"Quero para mim o espírito desta frase, transformada a forma para a casar com o que eu sou: Viver não é necessário; o que é necessário é criar."

"Não conto gozar a minha vida; nem em gozá-la penso. Só quero torná-la grande, ainda que para isso tenha de ser o meu corpo e a minha alma a lenha desse fogo."

"Só quero torná-la de toda a humanidade; ainda que para isso tenha de a perder como minha."

"Cada vez mais assim penso. Cada vez mais ponho na essência anímica do meu sangue o propósito impessoal de engrandecer a pátria e contribuir para a evolução da humanidade."

(trechos do livro "Fernando Pessoa - Obra Poética")
(*)"Navigare necesse; vivere non est necesse" - latim, frase de Pompeu, general romano, 106-48 aC., dita aos marinheiros, amedrontados, que recusavam viajar durante a guerra, cf. Plutarco, in Vida de Pompeu.

ALFRED NOBEL - REPENSANDO A VIDA








O conjunto de prêmios mais famoso do mundo é o Prêmio Nobel. Concedido para a mais destacada realização nas áreas de literatura, paz, economia, medicina e ciências, eles foram criados há um século por Alfred B. Nobel (1833-1896), um homem que fez fortuna produzindo explosivos; entre outras coisas, Nobel inventou a dinamite.
O que motivou este sueco fabricante de munições a dedicar sua fortuna a homenagear e recompensar aqueles que beneficiaram a humanidade?A imortalidade não está no tempo que você viveu, mas sim em como você viveu.
A criação dos Prêmios Nobel ocorreu por um acaso. Quando faleceu o irmão de Nobel, um jornal publicou um longo obituário de Alfred Nobel, por engano, acreditando que fora ele a falecer. Assim, Nobel teve uma oportunidade concedida a poucas pessoas: ler seu próprio obituário ainda em vida. Aquilo que ele leu o horrorizou: o jornal o descreveu como um homem que tornara possível matar mais pessoas, mais rapidamente, que qualquer outro que jamais tinha vivido.
Naquele momento, Nobel percebeu duas coisas: que ele seria lembrado daquela maneira, e que não era assim que ele desejava ser lembrado. Pouco depois, ele estabeleceu os prêmios. Hoje, devido ao que ele fez, todos estão familiarizados com o Prêmio Nobel, ao passo que relativamente poucos sabem como ele construiu sua fortuna. O personagem de Shakespeare, Marco Antônio, estava errado: o bem que fazemos permanece vivo depois que deixamos este mundo. Para a maioria de nós, é o legado mais importante que deixamos para trás.
Pensar sobre como seria o próprio obituário pode motivar alguém a repensar como está passando sua vida. Nenhum panegírico jamais disse como a pessoa se vestiu bem, viveu de maneira extravagante, teve férias fabulosas, dirigiu um carro caríssimo, ou construiu a casa mais luxuosa. Nunca ouvi alguém sendo elogiado por ser tão ocupado no trabalho que não achava tempo para estar com os filhos. Um telefonema para alguém que está solitário; um ouvido atento a uma pessoa com problemas; longas caminhadas com nossos filhos, dizer muito obrigado ao cônjuge e a D’us, cumprir mitsvot (atos de bondade e santidade) – estes são a própria essência da vida!As pessoas mais pranteadas não são as mais ricas ou mais famosas, ou as mais bem-sucedidas, são as pessoas que enriqueceram a vida de outros; foram bondosas; foram carinhosas; tinham um senso de responsabilidade. Sempre que podiam, doavam a causas de caridade. Se não podiam dar dinheiro, davam seu tempo. Eram amigos leais e membros engajados na comunidade. Foram pessoas com as quais se podia contar.
BOM EXEMPLO...
Há uma bonita história sobre o notável anglo-judeu vitoriano, Sir Moses Montefiore. Ele foi uma das figuras mais destacadas no século dezenove. Amigo da Rainha Vitória e feito cavaleiro por ela, ele se tornou o primeiro judeu a atingir um alto posto na cidade de Londres. Sua filantropia se estendia da mesma forma a judeus e a não-judeus, e em seu centésimo aniversário, o jornal London Times devotou editoriais para elogiá-lo. "Ele demonstrou" – disse o Times – "que o ardente Judaísmo e patriótica cidadania são absolutamente consistentes um com o outro."
As pessoas mais pranteadas não são as mais ricas, famosas, ou as mais bem-sucedidas; são as pessoas que enriqueceram a vida de outros.
Uma reflexão foi especialmente tocante: Alguém lhe perguntou: "Sir Moses, qual é o seu valor?" Moses pensou por um instante e declarou um número. "Mas certamente" – disse o questionador – "sua riqueza deve ser muito maior que isso." Com um sorriso, Sir Moses respondeu: "Você não perguntou quanto eu possuo. Perguntou quanto eu valho. Portanto, calculei quanto eu doei para caridade este ano.
"Veja" – continuou ele – "você vale aquilo que está disposto a partilhar com os outros."Em 1798, o grande líder chassídico, Rabi Shneur Zalman de Liadi, foi preso por divulgar a fé religiosa (considerado ato de subversão) entre a população judaica. Enquanto ele estava na prisão aguardando julgamento, o carcereiro, certo de estar na presença de um homem sagrado, fez-lhe uma pergunta que há muito o atormentava: "Lemos no Livro de Bereshit que quando Adam e Eva pecaram, eles se esconderam entre as árvores no Jardim do Éden, e D’us os chamou: ‘Onde estão vocês?’ O que desejo saber é isto: Se D’us sabe e vê tudo, certamente sabia onde eles estavam. Por que Ele precisou perguntar ‘Onde estão vocês?’"O Rebe respondeu: "As palavras da Torá não falavam apenas sobre aquele momento, mas por todo o tempo. Assim é com a pergunta que D’us fez a Adam e Eva. Não era dirigida apenas a eles, mas a cada um de nós em toda geração.
Nós desperdiçamos nossos dias e noites com objetivos temporários, artificiais; somos consumidos pela auto-preservação e nossos prazeres, acreditamos que podemos nos esconder das conseqüências. Porém sempre, depois que perdemos nosso rumo, ouvimos a voz de D’us em nosso coração, perguntando: Onde está você?O que fez com a sua vida? Eu lhe dei uma certa quantidade de anos; como você os está usando?"No romance de Herman Wouk sobre a Segunda Guerra Mundial, O Motim do Caine, o personagem principal está servindo na Marinha quando recebe uma carta do pai, que está para morrer de câncer.
Refletindo sobre a própria vida, na qual ele conseguiu muito menos do que tinha sonhado quando jovem, ele adverte o filho: "Lembre-se disso: Não há nada, nada, nada mais precioso que o tempo. Você provavelmente sente que tem um suprimento interminável, mas não tem. Horas desperdiçadas destroem sua vida tanto no início quanto no fim, só que no fim isso fica mais óbvio."D’us decide quanto tempo vai durar nosso capítulo na terra; cabe a nós tornar cada parágrafo e cada frase com um sentido.
A imortalidade não está no tempo que você viveu, mas sim em como você viveu. Todo dia é um presente de D’us, e devemos usá-lo plenamente – para celebrar a vida e nos tornarmos uma bênção para os que nos cercam.Se, D’us não o permita, você tivesse de deixar este mundo amanhã, o que diria o seu obituário? Aquilo realmente que você gostaria que ele dissesse.

MUSEU DA LÍNGUA PORTUGUESA




É óbvio que eu não deixaria de levar meus alunos a esse museu maravilhoso.
Parafraseando Abigail, uma de minhas queridas, diante o que via e sentia no reduto da história de nossa língua:
"Isso aqui é surreal."

Ao som do fado "Foi Deus" e da brasileiríssima "Asa Branca", foi inaugurado na manhã do dia 20 de março de 2006 o Museu da Língua Portuguesa, na Estação da Luz, em São Paulo.
Fruto de uma parceria entre Ministério da Cultura, Fundação Roberto Marinho, Governo de Estado de São Paulo e empresas privadas, o museu é a primeira instituição totalmente dedicada ao idioma original de um país.
Orçado em R$ 37 milhões, o Ministério da Cultura foi responsável por 80% dos recursos investidos na construção do museu, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura. Com tecnologia de ponta, o museu apresenta toda a história da língua portuguesa, os vários idiomas que ajudaram a formá-la e a criação da língua na literatura brasileira.
"Um povo é considerado extinto quando sua língua morre. Manter a língua viva é, portanto, manter uma cultura viva", afirmou o ministro da Cultura, Gilberto Gil, em seu discurso. Gil citou dados de pesquisa realizada pela Unesco. "Metade das seis mil línguas do mundo estão em risco de extinção e, a cada duas semanas, uma língua desaparece. O mesmo estudo aponta o português como a sexta língua mais falada no planeta", informou o ministro. "A vitalidade de uma língua é a vitalidade de um povo. Que este Museu amplifique e ressoe a voz da Língua Portuguesa no mundo", concluiu.